| |
A dificuldade para encontrar uma palavra que defina este projeto – que já foi batizado de revitalização, recuperação, recaracterização, remodelação, repaginação e até de reforma – está diretamente relacionada ao fato de não se tratar de um projeto de arquitetura ou urbanismo na forma tradicional. Já se chegou a identificá-lo apenas como uma intervenção “na pele” de um conjunto habitacional, ou intervenção “superficial”, como se a pele não fizesse parte indissociável do corpo, como se ela não fosse a superfície vital de percepção do meio, a primeira a reagir ao contato e a transmitir sensações. [...] A área de Gelbes Viertel (Bairro Amarelo), no centro de Hellersdorf, bairro da antiga Berlim Oriental, reúne um conjunto que abriga 12 mil pessoas em 3.200 apartamentos construídos com pré-moldados e ocupados por famílias de técnicos e profissionais liberais. A decisão de criar uma identidade para esse conjunto reuniu 56 escritórios de arquitetura da América Latina num concurso que se propunha a requalificar o conjunto. Na proposta vencedora, o Brasil Arquitetura retoma de maneira clara o discurso que vem pautando a obra do escritório desde o início, um discurso de frases e citações da arquitetura, da história e da cultura brasileiras nos seus diferentes tempos e matizes, inclusive o popular e o vernacular. [...]
SANTOS, Cecilia Rodrigues dos – Requalificação do Bairro Amarelo.
In: CALDEIRA, Vasco; FANUCCI, Francisco; FERRAZ, Marcelo; SANTOS, Cecilia Rodrigues dos– Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz: Brasil Arquitetura. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
Requalificação do Bairro Amarelo
Equipe:
Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz, Pedro Moreira e Nina Nedelikov, Anderson Freitas, Cláudia Schneider, Maurício Imenes, Pedro Barros
Data de início do projeto:
1997
Data conclusao da obra:
1997-1998
Programa:
redesenho dos edifícios, praças, pátios e ruas do bairro Hellersdorf
Local:
Berlim, Alemanha.
Publicaçoes:
“As Cores do Brasil” Revista Bauwelt, Berlim, Alemanha, 1997 n.º 17/18 “As Cores Brasileiras em Berlim” Arquitetura e urbanismo, São Paulo, 1997, n.º 72, pág. 22/23 “Brasileiros vão mudar a cara de Berlim” Casa Vogue, São Paulo, 1997, n.º 142, pág. 24/25 “Brasileiros ganham concurso em Berlim” Folha de S. Paulo, 17/04/97 “Brasileiros vencem concurso alemão” O Estado de S. Paulo, 17/04/97 “A Berlim de ares tropicais” Jornal da Tarde, 15/04/97 “Brasiliani a Berlino” Costruire, Itália, 1997, n.º 173, pág. 241 “Berlim em cores vivas” Época, São Paulo, 1998, n.º 04, pág. 88 “Playing the Game” World Architecture, Londres, 1998, n.º 63, pág. 31 “Hellersdorf: Arquitetura Brasileira em Berlim” Arc Design, São Paulo, 1998, n.º 05, pág.46/53 “Trabalho de Indío” Isto é Dinheiro”, São Paulo, 1998, n.º 44, pág. 14 “Versão Brasileira em Berlim” Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, 1998, n.º 80, pág. 40/46 “A Cultura Brasileira em Berlim Oriental” Jornal da Crítica, São Paulo, 1998 “Versão Brasileira em Berlim” Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, 1998, n.º 80, pág. 40/46 “Dos arquitectos brasileños retocan la cara de Hellersdorf, um barrio en el norte de Berlin” Humboldt, 1999, n.º 127, pág. 42 “Azulejos Kadwéu” Revista Ide - Sociedade Brasileira de Psicanálise de SP, 2000, n.º32, pág. 9/15
|
|