english
 
 
1 2 3 4 5   1 2 3 4 5 6 7    
     
   
     
 
 
      
 

Para este ateliê, a cliente – uma artista plástica – requisitou, além de um espaço amplo e de pé-direito elevado que permitisse a entrada de grandes instalações, um pequeno escritório e um lugar para dormir sempre que o trabalho avançasse madrugada adentro.

Foi proposto um pavilhão ocupando toda a largura do terreno (6,90m). O pé-direito duplo permitiu a criação de um mezanino, onde foi criada uma suíte. O escritório, o lavabo e uma copa ganharam lugar na porção do térreo de menor altura, enquanto o restante da área é todo destinado às criações da artista. Para as paredes laterais, foi sugerida a reutilização dos tijolos oriundos da demolição de uma pequena casa que havia no terreno. Ao receberem caiação branca, essas paredes aumentam a luminosidade natural interna, refletindo a luz que incide nas aberturas zenitais criadas na cobertura, uma laje-jardim com água permanente. 

Assim como a laje da cobertura, a estrutura do pavilhão também é de concreto armado, os fechamentos são de tijolos maciços e o piso é o próprio concreto estrutural, desempenado mecanicamente com helicóptero. Junto ao mezanino de concreto aparente está a única parte fechada do ateliê: um volume de alvenaria, revestido e pintado de branco. Nele se concentram as áreas molhadas, com instalações hidráulicas, e a escada helicoidal que dá acesso ao mezanino e à cobertura / jardim. Este jardim está assentado sobre uma laje maciça de concreto que possui como único sistema de impermeabilização, uma lâmina permanente de água sob a terra do jardim, garantindo, assim, sua permanente umidificação. Para manter a lâmina constante, há uma bóia que mantém o nível da água e buzinotes que garantem a tiragem da água em caso de chuva. 

 
     
 
1 2 3  
 
 
Brasil Arquitetura Ltda.®  2008. Todos os direitos reservados. Resolução mínima 1024x768.