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O Moinho Colognese data do começo do século passado e foi construído inteiramente em madeira (Araucária angustifolia) por uma família de imigrantes italianos do Vêneto. Após a morte do moleiro no final da década de 1990, o moinho foi abandonado. Em 2004 fundou-se num ato primário a Associação dos Amigos dos Moinhos do Alto Taquari. Foram comprados o moinho e o seu terreno e iniciou-se o projeto do Moinho de Ilópolis com patrocínio da Nestlé Brasil. Ele foi então restaurado em convênio com o IILA (Istituto Ítalo Latino Americano), recuperando seus elementos e funções originais a fim de reincorporá-lo à vida cotidiana desta pequena cidade.


Os dois volumes novos, abrigando o Museu do Pão e a Escola de Confeiteiros, proporcionam ao moinho um contexto atual e o afirmam como documento arquitetônico, técnico e cultural do passado. Serviu como serena referência o antigo moinho: sua arquitetura, seus materiais, sua maquinaria, a produção, a transformação.


Nesta união de tradição e invenção, a museografia nasce junto à arquitetura. As primeiras “peças” do museu: o velho Moinho Colognese que voltou a funcionar, o museu e a escola, “contaminados” pela presença física e simbólica da construção centenária. Tudo contribuirá como objeto expositivo: a estrutura dos edifícios, os fechamentos, o controle de luz, os passadiços, os materiais empregados, os suportes para exposição, as peças expostas (ferramentas da culinária, documentos, fotografias coletadas na região).


A partir desta primeira iniciativa, o projeto ganhou nova força visando a valorização da riqueza cultural e histórica da região e ampliando seu circuito: Anta Gorda, Arvorezinha, Putinga e outras cidades vizinhas deverão ser “contagiadas” e juntamente formar o “Caminho dos Moinhos”.

 
     
 
 
 
 
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