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 O tema central do Museu do Pampa é a singularidade da paisagem física e humana do que se chama Pampa, no quadro da experiência brasileira. Trata-se de um Museu Vivo no qual os visitantes poderão vivenciar a especificidade e a riqueza da natureza, da cultura e da história irrepetível da região. 

O objetivo maior é fazer com que as pessoas mergulhem no universo do Pampa, através da vivência de experiências afetivas e intelectuais relacionadas aos diferentes âmbitos da vida e da cultura daqui. Que se surpreendam e descubram aspectos da região - bem como da sua importância para a formação do país em que vivem - nos quais nunca haviam pensado antes. Que se espantem ao descobrir que o Pampa tem tantos aspectos ocultos.
 
O alvo são mulheres e homens de todas as idades, oriundos da região ou provenientes de todas as partes e faixas sociais do Brasil. Deseja-se que, no Museu, esse público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões de maneira intensa e prazerosa. E que ele se transforme num espaço de convivência para as pessoas do lugar e numa referência regional e nacional. Espera-se que as pessoas venham a Jaguarão para viver essa experiência nova. 
 
Mas o que pode levar as pessoas a viverem essa experiência – ou seja, a tomarem consciência dessa cultura irrepetível?
O Museu organiza um vasto conjunto de informações a partir de alguns eixos centrais. O primeiro deles é a singularidade da paisagem natural do Pampa, com seus ecossistemas. Lugar no qual, sob aparente homogeneidade, encontra-se uma rica e diversa vida pulsante, que deve ser conhecida, valorizada e defendida.
 
O segundo eixo é a antiguidade da ocupação da região, habitada sucessivamente por povos e culturas desde a pré-história. 
 
O terceiro aspecto destacado aqui é a mestiçagem genética e simbólica única que se deu no Pampa – uma mistura singular de povos indígenas, ibéricos e africanos que gerou o gaúcho -, e a produção cultural específica que essa mistura propiciou. A língua falada, a música, a literatura, a mitologia, a arquitetura, os costumes, a culinária, a vestimenta são, aqui, tão misturados quanto a cor da pele das pessoas. Tal aventura humana, marcada pelos encontros e desencontros de povos e signos, por convergências e conflitos, por contradições e desigualdades, continua se fazendo.
 
O quarto eixo é a questão da fronteira e a constituição de uma identidade, ao mesmo tempo singular e nacional. A região foi cenário de guerras e lutas que, de certa forma, desenharam os limites do território brasileiro, com suas dimensões continentais. Lugar de heroísmo e luta pela nacionalidade. Mas, também, uma experiência, avant la lettre, de integração, que antecipou em séculos o Mercosul.
 
 
     
 
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