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Os edifícios que deveriam abrigar a fiação e tecelagem, localizados no pólo industrial de Camaçari, não constituem uma “opera aperta”, intencionalmente incompleta e concebida de maneira a que cada observador ou fruidor participe de sua criação. Ou uma “opera incompiuta”, resultado de um processo de concepção abandonado antes do termo. Trata-se de um projeto completo, cuja construção foi interrompida pela venda do patrimônio e pelo desinteresse do novo proprietário, que abandonou o canteiro em seguida, condenando-o ao estado permanente de ruína precoce.
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No projeto para as indústrias Grisbi, além do respeito ao programa de necessidades funcionais e de desempenho tecnológico, ponto de partida para o desenho de qualquer edifício destinado a abrigar atividades industriais, os arquitetos priorizaram a adequação do conjunto ao seu meio físico-geográfico e cultural. A conseqüência foi um projeto de forte expressão arquitetônica e a previsão de economia substancial, resultado da soma da economia na construção, devida ao emprego de mão de obra e materiais da região; da economia de consumo de energia, graças ao apelo a soluções de projeto que aumentam o conforto térmico; da economia no processo de produção devida ao estudo e racionalização das plantas e do zoneamento das edificações no lote industrial.
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SANTOS, Cecilia Rodrigues dos – Grisbi Indústrias Têxteis.
In: CALDEIRA, Vasco; FANUCCI, Francisco; FERRAZ, Marcelo; SANTOS, Cecilia Rodrigues dos – Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz: Brasil Arquitetura. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
Grisbi Industrias Têxteis
Equipe:
Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki.
Data de início do projeto:
1980
Data conclusao da obra:
1987 (inacabada)
Programa:
unidade de policondensação, fiação e texturização
Área:
25.781m²
Local:
Polo Petroquímico de Camaçari, BA
Fotos:
Marcelo Ferraz
Publicaçoes:
“Ópera Interrotta” Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, 1994, n.º 51, pág. 38/45
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