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Um ponto de luz branca (e dourada) na sofrida e maltratada metrópole de São Paulo, no centro nervoso da Capital: este será o Museu Judaico do Templo Beth-El.

Branco do mais puro branco, com suas três cúpulas douradas, seus novos jardins laterais (o aquático e o vertical na face sul), o Museu Judaico deverá criar um novo diálogo com a cidade; um diálogo sustentado na crença da recuperação dos espaços esquecidos, “sombreados” pelo crescimento desordenado e voraz dessa mesma cidade; um diálogo que aposta na ação arquitetônica pontual que contagia e recupera tecidos degradados do corpo urbano.

Nosso projeto para a instalação do Museu Judaico no Templo Beth-El pode ser resumido em três pontos básicos, ou três idéias-força:
- saneamento arquitetônico do conjunto;
- requalificação das partes (superior e inferior) da edificação;
- adequação dos espaços às novas funções de museu temático contemporâneo.

Assim distribuímos o programa do novo Museu:

- pavimento térreo e galeria superior (R. Martinho Prado): bilheteria, hall de entrada, espaço multiuso para celebrações, concertos, encenações e exposições. Nos fundos, administração e apoio;
- primeiro subsolo: hall de acolhimento, exposições temporárias, loja, livraria e cafeteria, sanitários e chapelaria;
- segundo subsolo: exposição permanente, aprofundamento temático, centro de referência integrada, área
pedagógica multiuso e sala de trabalho;
- terceiro subsolo: subestação elétrica e central de climatização, carga e descarga, entrada de serviço, central de segurança e controle, museologia, reserva técnica, laboratório de conservação e restauro, museu virtual e serviços.
 
     
 
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