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Um ponto de luz branca (e dourada) na sofrida e maltratada metrópole de São Paulo, no centro nervoso da Capital: este será o Museu Judaico do Templo Beth-El.
Branco do mais puro branco, com suas três cúpulas douradas, seus novos jardins laterais (o aquático e o vertical na face sul), o Museu Judaico deverá criar um novo diálogo com a cidade; um diálogo sustentado na crença da recuperação dos espaços esquecidos, “sombreados” pelo crescimento desordenado e voraz dessa mesma cidade; um diálogo que aposta na ação arquitetônica pontual que contagia e recupera tecidos degradados do corpo urbano.
Nosso projeto para a instalação do Museu Judaico no Templo Beth-El pode ser resumido em três pontos básicos, ou três idéias-força: - saneamento arquitetônico do conjunto; - requalificação das partes (superior e inferior) da edificação; - adequação dos espaços às novas funções de museu temático contemporâneo. Assim distribuímos o programa do novo Museu:
- pavimento térreo e galeria superior (R. Martinho Prado): bilheteria, hall de entrada, espaço multiuso para celebrações, concertos, encenações e exposições. Nos fundos, administração e apoio; - primeiro subsolo: hall de acolhimento, exposições temporárias, loja, livraria e cafeteria, sanitários e chapelaria; - segundo subsolo: exposição permanente, aprofundamento temático, centro de referência integrada, área pedagógica multiuso e sala de trabalho; - terceiro subsolo: subestação elétrica e central de climatização, carga e descarga, entrada de serviço, central de segurança e controle, museologia, reserva técnica, laboratório de conservação e restauro, museu virtual e serviços.
Museu Judaico no Templo Beth El
Equipe:
Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz, Anderson Freitas, Cícero Cruz, Gabriel Grinspum, Bruno Levy, Pedro Barros.
Data de início do projeto:
2005
Programa:
restauração, adaptação e ampliação do Templo Beth El para abrigar o museu.
Área:
3117,15m²
Local:
Rua Martinho prado, São Paulo, SP.
Publicaçoes:
CONCURSO fechado escolherá projeto para museu judaico. Projeto, São Paulo, 2005, n° 304, p. 30-33
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