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No seio da Amazônia, às margens do Rio Negro, o projeto para a sede do ISA teve inicio com um gesto racionalista: um cubo branco de alvenaria, tendo como base um quadrado de 16 metros de lado e três pavimentos de altura. Assim como a maloca construída no mesmo local para abrigar os encontros anuais da federação de 22 povos indígenas que ocupam a área de reserva na região, o bloco único recupera para o projeto antigas tradições construtivas locais. A maloca grande, assim como o bloco único, representam também o trabalho coletivo e a festa.

A integração do projeto com a região se dá, primeiro e principalmente, através da incorporação de seus “saberes e fazeres”. Ela é traduzida pela preocupação com o conforto ambiental e com o clima em região tropical, pela segurança em relação à floresta e, principalmente, pela opção por uma técnica construtiva que utiliza materiais e mão de obra disponíveis no local, o que significa economia, rapidez, integração ambiental e cultural. Assim, o cubo é circundado por um terraço que, além de proteger contra as intempéries, abre visuais para o Rio Negro e para floresta. Os peitoris dessas varandas e as escadas, protegidos por tramas de madeira e cipó que marcam a circulação vertical e horizontal, sombreiam as paredes brancas propositadamente recuadas.

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SANTOS, Cecilia Rodrigues dos – Sede do Instituto Socioambiental.

In: CALDEIRA, Vasco; FANUCCI, Francisco; FERRAZ, Marcelo; SANTOS, Cecilia Rodrigues dos – Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz: Brasil Arquitetura. São Paulo: Cosac Naify, 2005.

 
     
 
 
 
 
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