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 Local de encontro por excelência, trato público, exercício da cidadania e da urbanidade, os mercados são espelhos das cidades e até retratos de civilizações (mercado persa, mercado árabe, etc). Pode-se dizer que se vê, se sente e se apreende a cultura de uma cidade nos seus mercados. 
 
A restauração e reabertura do Mercado Municipal de Jaguarão deverá ser mais um importante marco na história da cidade. Tombado como patrimônio estadual pelo IPHAE e em vias de ser tombado pelo IPHAN como monumento nacional, o mercado é um importante marco do assentamento urbano em território de fronteira.
 
Construído entre 1864 e 1867, serviu sempre como um importante centro de compras e abastecimento da população, tendo entrado em decadência nas últimas décadas. Ainda hoje, funciona precariamente com poucos pontos comerciais em atividade.
 
Diretrizes básicas do projeto:
 
- Requalificação urbana de todo o entorno a partir da abertura da frente ribeirinha, com a demolição das construções que hoje obstruem a vista e o acesso pleno ao rio Jaguarão;
 
- Criação de uma nova praça entre o mercado e o rio que poderá receber desde pequenos shows musicais até quermesses, feiras de antiguidades e artesanatos, eventos temáticos ou simplesmente proporcionar ao usuário a bela visão das águas, da ponte e da encosta uruguaia do outro lado do rio;
 
- Tomar a história urbanística da cidade como potencial de transformação da vida atual, induzindo a ocupação da zona ribeirinha para o lazer de todos os seguimentos e faixas etárias da população – o “malecón” de muitas cidades hispânicas;
 
- Interferir delicadamente no conjunto construído, mantendo suas características originais valorizadas sem prejuízo de funcionalidade em seus novos usos. 
 
 - Valorização máxima da convivência entre os usuários e freqüentadores do conjunto.
 
     
 
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